domingo, 16 de fevereiro de 2014

Para quem já vive no chão cair não dói tanto...

Para quem já vive no chão
cair não dói tanto...

É raro
acordar de manhã 
e nascer renovado
diante de um  belo dia de sol
quando não se tem luz.

Quando tudo o que temos
é uma ressaca,
uma lembrança saudosa
de um tempo bom.

Lembro sempre
dos bons momentos,
pelo menos tento,
mas aquele adeus
nunca para de me acompanhar.

Sempre vivi 
com os pés no chão.
Mas naqueles momentos 
eu voei além do horizonte!

Para quem voa
a queda é sempre maior,
ainda mais, 
se for o cão dos diabos do amor...

Para quem vive no chão 
cair não dói tanto...

Mas eu sou poeta durão,
Vivo a voar
em busca de nós!

Alexander Moura.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

O que fazer
quando inexistir caminho?
Alcançar à luz no fim do túnel 
e não ter nada, 
apenas recordações d'um passado
e uma dor infinda no peito?

Os passos tortos
por entre os caminhos da vida
deixam rastros, marcas
de um bicho ostensivo,
cavando a própria cova
em um precipício.

Semeou fogo, colheu inferno
ardendo em brasa.
O corpo se perde na estrada
e a alma incinerada.
Tanto desacreditou no amor
que agora só restou:
A dor.



Alexander Moura.


quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Olho por olho

Se eles têm 
Tanques e canhões,
Nós temos
Lápis, papel e violões.

Eliano Silva.

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Amanhecer

I
O sol surge no céu
E aos poucos desperta a população!
Sou um observador da divina criação de Deus
A estrela solar em sua imensidão.

II
Não surjas, ó sol!
Se a vida não for valer a pena
Se seremos corrompidos
pelos velhos comodismos
Se seremos ou não,
somente seres aparentemente vivos.

III
Sou poeta de primeira viagem
E por isso o sol me impulsiona
Mas sei que o que estou a escrever
Não ti decepcionas
Pois o que falo é verdadeiro
É beleza,

É a vida com que sonhas!

Júnior Fontes, poeta aspirante da cidade de Luis Gomes - RN.

sábado, 12 de outubro de 2013

Meio a desejos resignados vivemos.
Agregamos. Ou não?
Mundo incolor, cheio de cores, mas incolor.
Nossos olhos não veem, ou não.
Nossa ignorância vivida, intensa, supera nossa póstuma inteligência mascarada.
A cada passo inseguro nos seguramos naquilo que nos atrai,
Mesmo que seja mentira.
Mesmo assim, nos mascaramos naquilo que nos agrada, às vezes.
Mascaramos nossas personalidades no que queremos parecer,
Mas, nem sempre sendo quem realmente somos,
Ou quem queremos ser.
Mesmo assim, resignados agregamos tudo que possuímos,
Em busca de verdades, resignados, agregamos o que aprendemos
E quando tudo está em mãos, nos decepcionamos, às vezes,
Com a simplicidade e a "dureza" da realidade.
Ou seremos nós inflexíveis?



Renato Arcanael.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Repressão

Por mais que bata,
Que doa,
Que sangre,
Que manche...

A borracha dos seus cassetetes não
Apagarão
Os ideais dos meus poemas!


Luiz Luz, o poeta pirata.

sábado, 14 de setembro de 2013

De pés no chão

Se uma andorinha só não faz verão,
o que fará um estudante sozinho
lutando em prol da educação?

sabemos que o caminho é longo
e que as batalhas são árduas,
que o grito engasgado
pode ser reprimido com duras penas.

sabemos que irão nos criticar, zombar,
julgar o nosso posicionamento.
e que nossos nomes 
estarão na boca dos que não entendem
o motivo de estarmos aqui.

sabemos que nem sempre 
vamos ter o resultado esperado,
que iremos cair
e que o pó nas roupas 
terá que ser tirado constantemente

sabemos que a mudança 
só vem por meio da revolução.
e que é preciso abrir mão 
do nosso comodo lazer
e ir ao campo de batalha
fazer acontecer.

e sabemos mais que tudo 
que essa é a hora
de unir nossas forças e pensamentos 
para alçarmos voo
com a cabeça no alto
e de pés no chão!

Alex Moura.